Geriatra em Vitória: como é a consulta e o que levar

Muita gente marca a primeira consulta com geriatra sem saber bem o que esperar. É uma consulta diferente da maioria — mais longa, com mais perguntas sobre o dia a dia do que sobre exames, e frequentemente com um familiar na sala. Este texto explica como ela funciona e como se preparar para aproveitá-la.

Onde e como é o atendimento

Atendo em Vitória, na Enseada do Suá, e em Afonso Cláudio. O atendimento é exclusivamente particular: a escolha por não trabalhar com planos de saúde existe para permitir consultas longas, sem o tempo fragmentado que o convênio impõe. Também realizo atendimento domiciliar e teleconsulta em situações específicas.

Quanto tempo dura

A primeira consulta dura cerca de uma hora e meia. As seguintes, cerca de uma hora. Não é excesso de zelo: avaliar uma pessoa que tem várias condições ao mesmo tempo, usa vários medicamentos e vive uma rotina específica não cabe em quinze minutos. O primeiro retorno acontece em até 35 dias.

O que é avaliado

A consulta geriátrica não se organiza por órgão, e sim por função. Na prática, isso significa olhar cinco frentes:

  • Medicamentos. Toda a lista, de uma vez, incluindo o que foi comprado sem receita, chá e suplemento. É aqui que aparecem interações e remédios que já não fazem mais sentido.
  • Funcionalidade. O que a pessoa consegue fazer sozinha hoje e o que deixou de fazer no último ano. Esse é o desfecho que mais importa em geriatria, mais do que qualquer valor de exame isolado.
  • Marcha, força e equilíbrio. Avaliação com medidas objetivas, não com impressão clínica. Força e velocidade de marcha são parâmetros usados nos critérios diagnósticos de sarcopenia.
  • Cognição e humor. Memória, atenção, orientação, e rastreio de depressão, que em pessoa idosa costuma aparecer como apatia e não como tristeza.
  • Nutrição e contexto. Peso e sua evolução, alimentação real, quem mora junto, quem cuida, como é a casa.

O que levar

  • Todas as caixas de medicamento, numa sacola. As caixas, não a lista de cabeça. Inclua colírio, pomada, chá e suplemento.
  • O histórico de quedas por escrito, com data, local e o que a pessoa estava fazendo, inclusive as que não deram em nada.
  • Exames anteriores, mesmo os normais. O valor do ano passado é o que dá sentido ao de hoje.
  • O peso atual e o de seis meses atrás, se souber.
  • Uma descrição de um dia comum: que horas levanta, o que come, quanto anda, com quem conversa.

Quem deve vir junto

Sempre que possível, alguém que convive no dia a dia. Não é formalidade: quem cuida percebe mudanças que o próprio paciente não relata, seja por não ter notado, seja por não querer preocupar. Em situações que envolvem memória, esse acompanhante é parte da avaliação.

E depois da consulta

A consulta termina com um plano escrito: o que muda na medicação, o que precisa ser investigado, o que fazer de exercício e alimentação, e o que observar até o retorno. Em alguns casos o acompanhamento contínuo faz mais sentido do que consultas isoladas. É o que acontece quando o objetivo é ganhar função, ajustar medicação ao longo do tempo ou mudar hábitos de vida: nada disso se resolve numa consulta só.

Como agendar

O agendamento é feito pelo WhatsApp (27) 99989-4572. Se você ainda está em dúvida se já é caso de geriatra, talvez ajude ler os oito sinais de que chegou a hora.

Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individual.

Dr. Rafael Silva Costa — Médico Geriatra · CRM-ES 12771 · RQE 13603

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